
Welcome to my sweet nightmare
Tentando não te amar
A distância me remete a vida sem você. E é então que percebo o quanto faz falta. Tentando esquecer a saudades bandida, finjo que você nunca esteve por aqui. Não existiram discussões, nem passeios às escondidas, nem porres homéricos, nem nada disso. Vida chata e boba, vida de viver passando o tempo, vida sem inspiração. Sem te olhar por horas, tentando descobrir os mistérios que a tanto tempo já consegui revelar, de tentar pedir uma ajuda em silêncio e você não descobrir, ou fingir que não descobriu, de querer contar uma história, uma aventura, e desistir por medo de menina moça de parecer estúpida. Ahh, minha vida sem você. Tempo livre para não acordar mais no sábado e ficar pensativa por horas, de imaginar como é acordar ao seu lado, na disputa para saber qual seria mais mau humorado. De ir para casa no horário certo por não precisar aproveitar mais horas ao seu lado. Não tenho mais que mentir ser assunto sério para tentar conversar, e nem ficar tão sentida pois não fala comigo mais que tolices, enquanto tenta desvendar corações e salvar a humanidade com sua camiseta vermelha, chê! Vou dizer que não te amo até você voltar, e mesmo nunca sendo meu, e nunca será, o nosso amor de "abóbada noturna" vai passando pelos tempos, instável, intocável, perverso, devastador dentro de uma alma "de porcelana", que ao mesmo tempo que dura, pode quebrar ao leve encostar. Tentando não te amar sinto mesmo assim o aperto no peito de não me despedir, que coisa mais tola se preocupar com isso, que coisa mais tola viver de amor que não existe, mas se é isso que acalenta minha memória e aguarda o retorno breve. Minha vida sem você, está prestes a existir, eu sinto, porém vou adiar, adio mesmo, pois é tão doloroso perder quem se parece tanto. Estranho, estranho amor. Se perder a couraça vai perder também nossa graça?
Escrito por Mari às 12h24
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