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Welcome to my sweet nightmare



É assim.

As evidências apareciam aqui, o tempo todo. Eu sempre quis achar um amor daqueles cegos, de se entregar, de pegar o primeiro trem sem destino, de passar fins de semana trancados em casa, ou de sair pra beber todas. Aquelas coisas Hollywoodianas. Meu amor era e ainda é grande. Mas ele foi correspondido tarde demais.

Tantas dores que poderiam ser evitadas. Tanto ciúmes que desgastava. Tanto amor que desperdicei quando você não o queria. Ou não sabia querer. Podia ser tudo diferente. Podíamos ter sido diferentes. Você ainda podia ser meu futuro. Como eu sinto sua falta. E como eu vou sentir sua falta. Falta um pedaço de mim aqui. Falta você do meu lado. Falta dormir abraçado. Falta ficar em silêncio ouvindo sua respiração. Falta ligar e ouvir sua voz. Falta um pedaço do meu coração. Faltam aquelas aulas de violão que eu sempre quis aprender. Falta um bate e volta pra praia no fim de semana. Falta ir ao restaurante japonês. Falta você me amar de verdade. Falta você se entregar a mim. Faltava, faltava. Faltava eu sentir na sua pele que você queria me dar carinho. Faltava eu sentir que você não estava distraído enquanto eu queria te dizer algo. Faltava você prestar atenção. Faltou-me confiar em você. E entender o seu passado. Conhecer você e seus amigos. Faltou eu ser eu mesma. Sentir menos raiva por você não me dar atenção e tentar discutir isso com você. Faltou sinceridade. Faltou abrir mão.

Mas eu tentei, meu amor. Eu tentei e não me arrependo. Sinto culpa. Porque você era quem eu queria pra minha vida. Mas a minha vida deu outra volta. Meu coração foi sozinho pra outro lado. Dividiu-se. E eu me sinto culpada. Por te amar tanto, mas saber que não posso ficar com você. Foram tantos momentos bons. Eu os guardo com carinho. Assim como o carinho enorme que eu sinto por você. Desculpe por ser infiel, por te desrespeitar, por não poder estar do seu lado, por não te mostrar quem eu sou de verdade, por te amar tanto e ter que te deixar. Eu te amo, pra sempre, e é pra sempre. Desses amores pra sempre de filme, que apenas não podem ser.

 



Escrito por Mari às 03h06
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Ao de sempre

Falar de você porque você é meu futuro.
Poderia te amar pra sempre, poderia ser fiel, apesar de todas as doces tentações, eu poderia dar meu mundo a você.
Mas tudo isso são coisas que devem ser cultivadas.
E você parece não saber disso.
Saudades de você, tenho o tempo todo.
Vontade de você, querer você do meu lado.
Mas saudades e vontades não duram para sempre.
Você deveria saber disso.
Apenas desligue o telefone, vá dormir.



Escrito por Mari às 22h19
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Amar dói

Deixa-me confusa, diabos, por que tão difícil assim?
É só esperar a brisa, é só esquecer do mundo, coisa fácil, não sei porque te complicas.
A verdade é que no meio de tudo isso, amar dói, dói de uma dor estranha, me realiza, mas me chateia.
Eu só queria um pouco de ti, por algumas horas. Não posso com você a vida inteira.
Mesmo assim da um jeito de esquivar.
Aprendi.
Amar é dor díficil, de querer bem aquilo que não se pode ter de fato, nem por hora, nem por minuto.
E tem escolha?



Escrito por Mari às 21h24
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É só uma tentativa

Se estivesse vendo de fora, diria bem feito. Mas muito bem feito para você.
Sempre tentando ser gente grande, sempre querendo sua independência.
A única coisa que não pensou foi na felicidade. Para você a felicidade era a independência.
Trabalhou nisso muito bem, trabalho infeliz, salário de merda, faculdade medíocre.

E agora que tenta alguma coisa de certo na vida, paga pelo preço, ouve bastante merda.
Bem feito.
Riam bastante.
Foi só uma tentativa frustrada.

Duas talvez.

Resta rir.



Escrito por Mari às 11h29
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Acabou?

Não, não, não acabaram meus amores, bem como não acabou a minha esperança.
Simplesmente estive dormindo um pouco, dormindo dos problemas do coração.
De vez em quando ele, o coração, faz-se vivo no peito, aperta, aperta demais, e ama e ama demais.
E fica calmo, respira aliviado, acabou a euforia, posso bater em paz, mas não  fica mais em paz, basta apenas dormir uma noite contigo.

Basta relembrar porque te amo. E basta relembrar se tudo isso para meu coração basta.
Acorda palpitante no peito, como amor adolescente, querendo alegria de novo, quero de novo , a paixão de novo!
Paixão é a doença do coração, depois deixa triste triste coração sangrando.
Fica com teu amor sossegado, coração, larga de ser malvado e não faz sofrer mais.
Eu bem aviso. Mas coração latino é fogo, não pode viver parado.
Então que seja assim, bate coração, mas faz forte, que quero sentir como dor, que é pra ficar de cama, que é pra lembrar de quanto é bom o sossego do amor.

 

PS. COMO É BOM ESCREVER AQUI!



Escrito por Mari às 00h42
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Coisas que só as rugas ensinam.

Morria de medo de ficar velha. Sério mesmo.
É tosco, eu sei, mas faz parte da cultura popular desprezar tudo o que é velho, achar que a velhice é o fim, é ser defasado, ruim, antiquado, quadrado,  careta... Atire na minha cabeça se algum dia eu acompanhar a novela das 8 (como diz um amigo meu), sintoma do que é velhice para mim.
Quando tinha uns 14 anos, tinha uma professora de inglês de 25. Ela era cool, esperta, descolada. Era o que eu queria ser na época. Mas nova. Achava que ela possuía toda a sabedoria do mundo. Por ser velha. Veja bem minha gente, velha! Achava que com 24/25 eu estaria casada, teria filhos, uma vida estável, uma casa e um carro. Hoje não tenho nada disso, por diversos motivos. Sim, me sinto um pouco fracassada. Não sou velha o bastante para tal responsabilidade. O pior foi que descobri que nunca serei. Achava que viver um ano a mais traria as responsabilidades, com uma fita vermelha, dentro da caixa de presente, assim...
Não vai acontecer nada disso, continuo a mesma bundona. Claro, os pensamentos mudam, atitudes, e tudo isso graças aos céus mas nós não percebemos nossas mudanças. Todo aniversário eu tiro uma foto minha. E como eu mudei. Eu não percebi, mas ganhei linhas de expressões, formas diferentes no rosto, pança. Estou envelhecendo. Claro, alguém mais velho que ver isso vai rir adoidado, assim como eu riu de uma menina de 14 anos hoje em dia, que se acha mulher. Mas nós não percebemos nossas mudanças.
Coisa estranha isso. Apesar das minhas novas linhas de expressão, dos meus quilos a mais, dos pedreiros não me chamarem de gostosa quando passo pela obra, do meu primeiro cabelo branco que eu não achei ainda mais está aqui, eu estou vivendo o meu melhor.
Gosto da minha liberdade sem responsabilidade, coisa de gente mimada, claro, posso?
Ainda tenho medo de envelhecer, mas agora vejo que serei bem melhor quando chegar nos meus 30.
E ainda torço para não ver meu cabelo branco perdido, porque as rugas do sorriso, já estão aqui!


Escrito por Mari às 14h58
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O homem mais bonito que eu já vi

Estava assim, sentado no sofá.

Tinha os olhos bem pretos, muito pretos, daqueles que dá até um pouco de medo de olhar.

E brilhavam. Ainda não sei qual o motivo, mas eles brilhavam.

Talvez porque fossem olhos verdadeiros, que não precisassem fingir. Não precisavam fugir de nada.

Vestia-se como não precisasse mentir. Assim, com roupas de ficar em casa.

Moleton, de cor escura, que a gente põe para ler livro antes de dormir, para fumar o último cigarro de madrugada, ver um filme de romance cult, depois de tomar banho, essas roupas de querer esquecer o mundo.

Tocava violão e cantava canções que agora fazem parte da minha vida. Coincidentemente, as ouvi quando estava com saudades, sem querer, fez lembrar de ti naquele momento.

Parecia um menino. Aquele menino que adormece no homem.

E estava lindo, peculiarmente lindo.

Num lindo que eu queria colocar numa moldura, numa beleza que me alegrou tanto que até deu uma vontadezinha de chorar.

E então eu quis te amar de novo, pela segunda vez na noite, pela vida inteira enquanto durar, e eu quis te amar todos os dias, porque era o menino que eu queria pra mim.

E sabendo que não era possível, ninguém pode ser tão bonito assim pra sempre, ah nem estava tão bonito assim, vai, resolvi que eu ia mentir para mim.

Porque eu queria te tirar do mundo de faz de contas, queria você verdadeiro para sempre, foi a primeira vez que te vi assim.

Vi-te sem máscara. Eu enxerguei você. E que alegria me deu isso!

Adoravelmente bonito, estava amavelmente lindo, pois era verdadeiramente você.

E como aquele momento foi eterno, pois ele não me escapa da lembrança, vem nas horas de saudades, vem nas horas de devaneio, vem no sábado de manhã, vem de encontro com a minha perturbação.

É a ambigüidade de amor confuso, de paixão platônica, de romance solto, com os olhos mais escuros que eu já vi na vida, foi o homem mais bonito que vi de presença...



Escrito por Mari às 14h51
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A farsa da nova monarquia brasileira

Vejam só vocês, anos depois, volta a monarquia brasileira. Preguiçosa por si só, com o rei na barriga.

A monarquia de hoje, tem como bobo da corte o rei, que acha que o dinheiro compra tudo, compra a dignidade alheia.

Acha que tem dinheiro a dar com pau, mas na verdade sabemos que por ser rei, não passa mesmo de classe média que se acha rica.

Faz tudo para agradar o principado, enquanto o principado só quer mesmo é saber da conta que acham ser felpuda do patriarca.

Patriarca esse que vive a mercê da rainha da moral fraca, motivo de chacota geral, pensava que a filha ia casar virgem, e que o filho não leva garotinhas para debaixo do lençol.

Patriarca bobo da corte se deixa levar por ela, todas as decisões do reino passam por ela, o que fez o reino parecer um jogo de morais de mentira, uma terra de faz-de-conta, um lúgubre lugar onde casais se traem, mas continuam casados, mocinhas abortam mas são virgens e mocinhos são quase padres, até na parte de abusar do poder santo.

Como o principado não é muito atento a paternidade, esse resolve se comunicar por bilhetes, bilhetes mal escritos, com data hora, olha estive aqui pra te vigiar, príncipe do meu bom grado,casto príncipe de sua mãe santa, que mal sabe ela que o mocinho gosta mesmo de enrabar as mulatas de revés.

E a futura princesa plebéia, atéia, comunista deve se esconder para que não saibam do namoro às avessas, escondido, pois veja bem você, sua pretendente deve ter doutorado na arte de ser santa, engolir hóstia goela a baixo, batizado, catecismo, crisma, e casar e ser virgem.

Como puta mansa, desce até o inferno do seu próprio ego, espera e espera, engole a bebida para aquecer.

Bela injustiça com um ser do povo, que está aqui apenas para servir, ó vossa majestade.

E olha só, a plebéia ainda nem chegou ao causo de ficar grávida para tomar o trono real.

Achando graça dessa pompa senil de seus sogros, pensa que veio para acabar com o mundo de conto de fadas.

Pois eles estão nus, todos eles.

Nus de coroa na mão, sobra de sua futura ruína.

E agora vossa majestade? Consegues limpar sua própria bunda frente a toda essa sujeira que fizeste?

Ante aos gritos de “Maria – A Louca” – Limpe essa sujeira que eu mesma causei mas limpe você , rei dos bobos da corte, homem frouxo da minha tristeza, me fez parir descrentes da minha amargura, pague pelo seu pecado, que eu mesma cometi, mas remeto à você, patriarca negligente!

E o gordo monarca perdido como sempre, piora o que já é pior e assim vira um círculo vicioso de  hipócritas mentecaptos, esperando a próxima ação debaixo da coberta de seus herdeiros e a loucura da rainha “corta cabeças com espada sagrada”.

Patético.



Escrito por Mari às 18h37
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Tentando não te amar

A distância me remete a vida sem você.
E é então que percebo o quanto faz falta.
Tentando esquecer a saudades bandida, finjo que você nunca esteve por aqui.
Não existiram discussões, nem passeios às escondidas, nem porres homéricos, nem nada disso.
Vida chata e boba, vida de viver passando o tempo, vida sem inspiração.
Sem te olhar por horas, tentando descobrir os mistérios que a tanto tempo já consegui revelar, de tentar pedir uma ajuda em silêncio e você não descobrir, ou fingir que não descobriu, de querer contar uma história, uma aventura, e desistir por medo de menina moça de parecer estúpida.
Ahh, minha vida sem você. Tempo livre para não acordar mais no sábado e ficar pensativa por horas, de imaginar como é acordar ao seu lado, na disputa para saber qual seria mais mau humorado.
De ir para casa no horário certo por não precisar aproveitar mais horas ao seu lado.
Não tenho mais que mentir ser assunto sério para tentar conversar, e nem ficar tão sentida pois não fala comigo mais que tolices, enquanto tenta desvendar corações e salvar a humanidade com sua camiseta vermelha, chê!
Vou dizer que não te amo até você voltar, e mesmo nunca sendo meu, e nunca será, o nosso amor de "abóbada noturna" vai passando pelos tempos, instável, intocável, perverso, devastador dentro de uma alma "de porcelana", que ao mesmo tempo que dura, pode quebrar ao leve encostar.
Tentando não te amar sinto mesmo assim o aperto no peito de não me despedir, que coisa mais tola se preocupar com isso, que coisa mais tola viver de amor que não existe, mas se é isso que acalenta minha memória e aguarda o retorno breve. Minha vida sem você, está prestes a existir, eu sinto, porém vou adiar, adio mesmo, pois é tão doloroso perder quem se parece tanto.
Estranho, estranho amor. Se perder a couraça vai perder também nossa graça?


 



Escrito por Mari às 12h24
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"Nosso estranho amor"

O que eu posso dizer é que mesmo pesando uma tonelada em nossas costa, é doce, às vezes tanto, que engana o coração, e dá uma vontade de mandar tudo para bem bem longe.
Ao mesmo tempo, só sobrevive por estar tão longe ...
Só pode mesmo, ser isso ... estranho amor ...

Nosso estranho amor - Caetano Veloso

Não quero sugar todo seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer

Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas de peço que aceite
O meu estranho amor

Oh! Mainha deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar e sigamos juntos
Oh! Neguinha deixa eu gostar de você
Prá lá do meu coração não me diga
Nunca não


Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nos dois
Não valem dramaticos efeitos
Mas o que esta depois


Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor




Escrito por Mari às 19h49
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El monstruo

Ela nunca havia dito que era perfeita.

Nunca fez promessas, nunca deu esperanças. Mesmo assim sofro com o que causou, velha dona do meu coração, que foges de mim há tanto tempo.

Minha dama el rojo criou um monstro.

Liga não, todo mundo tem seus deslizes, suas teimosias e seus remorsos.

Seus arrependimentos, suas desilusões, suas farsas.

E agora que dormes no meu braço, choraminga suas mágoas, machucando ainda mais meu coração, já inflado e cansado dessas tais esperanças nunca dadas:

Criei um monstro, ela diz.

Feio, que fica me observando do outro canto da sala, como os olhos vermelhos de raiva, parece mesmo um dragão bufando no meu cangote, soltando um bafo de enxofre que me faz lembrar do que era para cair no esquecimento.

Eu não o suporto!

E devo conviver com ele, porque não vai embora, e de vez em quando encosta em mim, o que faz aumentar minha repulsa.

Nojo.

E como foi que isso aconteceu? A madrugada e a dose a mais não me deixaram enxergar o que a manhã parecia tão claro.

Eu nunca fui perfeita, sabes?

Mas dessa vez minha consciência não me deixa esquecer.

Maldição.

Ficas esfregando em mim igual gato de rua, cheiro pútrido, salgado, de quem quer deixar marca no território. Não consigo me livrar .

E então ela dorme um sono profundo, de quem não quer acordar mais, para ver se esquece daquilo que lhe aparece até em sonhos.

Fez tudo isso porque está perdida. Eu bem sei.

Fez tudo isso e eu também sei, o que me faz desmontar em milhares de pedaços, porque quis a causar a alguém sentimentos. Quais eram esses eu não sei.

Sei quais são os meus, desajeitados por não te ter por completo, mas feliz por fazer parte da sua vida.

Dou-lhe um beijo na testa, e deixo em seus sonhos de contos de fadas, sigo meu caminho, para poder encontrá-la na frente ...

A dama del rojo, tão perfeita em meus pensamentos, tão desastrosa na vida real.



Escrito por Mari às 12h56
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Perdendo o corpo

É só mais um gole para esquentar.
O corpo pede o que a alma anseia.
É tão difícil não poder te ter, ganhar carinhos falsos, promessas de nada, palavras inconvenientes.
E é por falta de carinho, que a gente procura outros corpos.
É por falta dos seus carinhos que eu errei.
Foi pelos seus jogos eu me apaixonei.
De vez em quando, eu quero jogar também. Testar o quanto você aguenta. O quanto eu aguento.
Não sabemos se um dia haverá algum vencedor. Porém, eu perdi você.
Não agora, depois a raiva passa.
Perdi para sempre. Perdi minhas ilusões de ter de verdade.
Perdendo o chão, perdendo em corpos entrelaçados pelo nada.
Por querer acabar com as minhas dúvidas.
Quando pessoas que se acham adultas, votlam à adolescência.
Foi só isso. Só quis eu mesma acabar com minhas esperanças.
Saiu vencedor...




Escrito por Mari às 18h33
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Perdendo a alma

Muito fácil perder a alma no labirinto de corpos que nós nos envolvemos.
Fácil deixar levar por coisas que só a alma entende, mas a vida não.
E ai, fica fácil também abrir a alma, mas não o corpo pro que vem.
Agonia.
A vontade é de falar tudo, tudo de uma vez, para tirar aquilo do peito, pesado.
E prefiro ficar quieta. Me deixa com minhas mágoas adolescentes.
Senão desabo a chorar, por não me conhecer e não saber me controlar.
Mas o peso continua.
E ali depois de tentar algumas terapias, eu vejo que eu mudei.
Não abro mais meu universo.
Não abro nem pra você.
Mas entre palavras, com licença poética digo que sinto falta de você.
Falta do seu amor, daquele inexistente, de seus carinhos, daqueles que você nunca me deu, de acordar do seu lado e te ver de pijamas, ou uma camiseta velha, ou nada mesmo, coisa que nunca acontecerá, e assistir um filme de domingo, daqueles bem nublados, tomar um café em um dia da semana qualquer e falar sobre o nada, enfim, aquela velha saudades do que eu nunca vivi.
Mas passa viu? Eu deixo para lá, jogo no fim da alma pesada, escondo debaixo do tapete, isso que eu tanto procurei e não sei lidar.
Mas não liga não.Essa sua mania de ser quem não é, a sua dupla personalidade, fascina.
E eu gosto.
Gosto de me perder em você. Olhar por minutos. Observo seu blefe. Sua história, suas palavras, seus pensamentos, sua grandeza.
Eu perco a alma em você.
Eu adoro você, minha inspiração.
E fala e finge que vai embora, e depois me pego enrolada em você.
Não vai embora, porque com licença poética de Neruda, a alma desfalece e fica cinza.
A minha grande inspiração de te ter por um minuto, te perder por cem minutos mais...



Escrito por Mari às 16h21
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Perdendo a vida

Porque cada vez que te beijo, perco 15 minutos de vida.
Coisa nociva isso, da tarquicardia.
Acelera o peito , fica vermelha e ai, menos 15 minutos.
Ascende, traga, toma conta, assopra.
Alívio.
Contamina, coisa ruim, penetra no corpo, solta endorfina.
Daí pra dizer que não gosto.
És meu vício.
Ah e porque não dizer,alegria minha .
Minhas preocupações de menina, minhas tristezas repentinas, minhas birras no meio do dia.
Tudo por conta da minha fraqueza.
A fraqueza de te querer bem, de achar que faz parte da minha vida.
Se não pode me ter em corpo, então assim te entrego a alma.
E eu sei que brinca com ela, alimenta meu vício pré-adolescente, acaba com as esperanças, depois da alegria.
E ai faço manha, finjo não ligar, mas é tão claro, como céu de brigadeiro, como eu queria poder ou ter por inteiro, ou largar de vez.
Queria falar na hora tudo o que penso falar, ou pra te acabar ou pra te conquistar.
Vício a gente não larga.
Já faz parte da gente.
Já fazes parte de mim, minha platônica vida , que me consome, me adere, que ama, que queima.
Que me adora.









Escrito por Mari às 23h01
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Over, and over, and over again

Homens são todos iguais. Era uma máxima da qual eu não gostaria de acreditar.
Não gostaria.
Mas são. Todos.
De vez em quando você espera encontrar um fulano diferente.
A igualdade me entedia. Muito.
Acha que ele é realmente sincero. Palavras. Só palavras mesmo.
O som que de vez em quando é emitido pelos sentimentos do momento, e outras vezes pela razão.
E ai se perde. E me perde também.
E diz que não posso ser Dani Lorraine, fútil e que consome corpos.
E por que não posso?
De que adianta fingir que não consome corpos, e consumir me até a alma, e depois dizer que foi tudo um grande mal entendido?
Agora não adianta voltar a se Dani.
Quero um personagem distante.
Quero a minha distância, mesmo que bem próxima da sua.
Estou acostumada a minha carência. A minha necessidade de querer. Queria mesmo estar sozinha.
Sozinha sem você, sem ele, sem ela, sem a agonia, sem a esperança, sem nada com que me preocupar.
Sozinha longe do estranho perturbar que é te ter por perto.



Escrito por Mari às 13h53
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